Arca - Repositório Institucional da Fiocruz
O Arca é o Repositório Institucional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sua função é reunir, hospedar, disponibilizar e dar visibilidade à produção intelectual da Instituição. Visa estimular a mais ampla circulação do conhecimento, fortalecendo o compromisso institucional com o livre acesso da informação em saúde, além de conferir transparência e incentivar a comunicação científica entre pesquisadores, educadores, acadêmicos, gestores, alunos de pós-graduação, bem como a sociedade civil. O Arca está organizado em comunidades que correspondem às unidades da Fiocruz. Cada comunidade pode reunir os seus documentos em diferentes coleções.
Submissões Recentes
Revista poli: saúde, educação e trabalho
(2026) Fundação Oswaldo Cruz. Escola Politécnica De Saúde Joaquim Venâncio
A Revista POLI - Saúde, Educação e Trabalho é uma iniciativa que, mais do que informar, visa contribuir para a formação dos sujeitos - profissionais, estudantes, professores, gestores - que atuam na interface entre essas três áreas. Desenvolvida por uma instituição pública, ela não tem foco exclusivamente institucional: é um jornalismo público a serviço do fortalecimento da Educação Profissional em Saúde.
Naturally acquired antibodies to Plasmodium vivax Pv_LISP-2, a potential liver stage vaccine antigen
(Frontiers Media S.A., 2026) Donassolo, Rafael Amaral; Veiga, Gisele Tatiane Soares da; Nisimura, Líndice Mitie; Bittencourt, Najara Carneiro; Salazar, Yanka Evellyn Alves Rodrigues; Barros, Dayanne Kamylla Alves da Silva; Lopes, Stefanie Costa Pinto; Sousa, Tais Nobrega de; Costa, Fabio Trindade Maranhão; Albrecht , Letusa
Repositório Arca: tutorial para autoarquivamento de TCC/TCR
(Fiocruz/ICICT/CTIC/SEINFO, 2026) Fundação Oswaldo Cruz. Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde.; Queiroz, Claudete Fernandes de; Rodrigues, Raphael Belchior
Este tutorial foi elaborado para ajudar no autoarquivamento.
Abortamento: o que não é visto, não pode ser cuidado
(2026-03-13) Rocha, Débora; Damacena, Giseli; Damacena, Giseli Nogueira; Rodrigues, Jéssica Muzy
Este trabalho apresenta um relato de experiência desenvolvido no contexto da gestão da Atenção Primária à Saúde (APS) do município do Rio de Janeiro, com foco na análise crítica de indicadores assistenciais e na invisibilidade do aborto nos sistemas de informação em saúde. A investigação surgiu a partir do acompanhamento do indicador de proporção de gestantes com sete ou mais consultas de pré-natal, previsto em contrato de gestão firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde e uma Organização Social de Saúde. Durante esse processo, verificou-se que parte das gestantes não alcançava o número de consultas esperadas devido à ocorrência de abortamentos, revelando limites importantes da gestão por indicadores quando questões sensíveis não são devidamente visibilizadas. A metodologia adotada teve abordagem articulando relato crítico de experiência, levantamento bibliográfico e análise de dados secundários. Utilizaram-se os Sistemas de Informações Hospitalares e de Mortalidade (SIH/SUS e SIM), disponíveis em dados abertos no TABNET/DATASUS, para análise das internações por procedimentos e da mortalidade materna relacionada ao abortamento no município entre 2016 e 2024. Os resultados evidenciaram a ocorrência de mais de 5 mil internações anuais por abortamento no início da série histórica, com redução para cerca de 5.105 registros em 2024, além da predominância de procedimentos de curetagem pós-abortamento, responsáveis por mais de 75% das internações ao longo de todo o período analisado. Observou-se também aumento dos registros classificados como aborto por razões médicas, que passaram de 64 casos em 2016 para 311 em 2024, e a concentração de mais de 90% das internações em caráter de urgência, indicando que o cuidado às mulheres ocorre tardiamente, diante de complicações já instaladas. A análise mostrou ainda que mulheres negras (pretas e pardas) correspondem a cerca de 60% das internações, com maior concentração entre 20 e 29 anos, além de evidenciar a persistência de elevados percentuais de dados ignorados em variáveis como raça/cor em anos anteriores. No que se refere à mortalidade materna, foram identificados 52 óbitos no período analisado, com ocorrência anual entre 2 e 9 casos, mantendo o aborto entre as principais causas de morte materna no município. Além disso, a subnotificação e a baixa completude de variáveis como raça/cor, escolaridade e estado civil dificultam a leitura da magnitude real do fenômeno e evidenciam fragilidades persistentes na qualidade da informação em saúde. Conclui-se que o aborto é uma questão relevante de saúde pública e que sua invisibilidade nos indicadores compromete o planejamento de ações e o cuidado integral às mulheres. O estudo destaca a necessidade de aprimoramento da qualidade da informação e de fortalecimento da APS na garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, visando reduzir iniquidades e promover cuidado mais justo e humanizado.
Análise do estado nutricional relacionado a variáveis sociodemográficas e de percepção familiar sobre a suficiência e o tipo dos alimentos consumidos de adultos e idosos no Brasil
(Fiocruz/ENSP, 2015) Silva, Vladimir Schuindt da
A transição nutricional, caracterizada pelo antagonismo de tendências temporais entre desnutrição e excesso de peso, é um processo em curso no Brasil. O objetivo desta tese foi analisar a relação entre o estado nutricional e variáveis sociodemográficas e de percepção familiar sobre a suficiência e o tipo dos alimentos consumidos de adultos e idosos no Brasil. Utilizaram-se dados das Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2002/2003 e em 2008/2009. Os resultados são apresentados em dois artigos. No primeiro investigou-se as relações conjuntas entre o índice de massa corporal (IMC) e variáveis sociodemográficas e de percepção familiar sobre a suficiência e o tipo dos alimentos consumidos de adultos brasileiros de 20 a 59 anos de idade, por meio da técnica de Análise de Correspondência Múltipla (ACM) para 2008/2009. O perfil caracterizado da população adulta brasileira no que se refere ao excesso de peso foi correlacionado com idades a partir de 30 anos, das regiões geográficas mais desenvolvidas social e economicamente do Brasil, mas entre os sexos a correlação foi em direção oposta nas variáveis renda, escolaridade e de percepção familiar da suficiência e do tipo dos alimentos consumidos. No segundo descreveu-se a evolução de curto prazo (2002/2003 a 2008/2009) do IMC, pela diferença das prevalências de suas categorias e analisou-se a associação entre o IMC e variáveis sociodemográficas e de percepção familiar sobre a suficiência e o tipo dos alimentos consumidos de idosos brasileiros com 60 anos ou mais de idade, por modelos de regressão multinomial para 2008/2009, com avaliação do incremento na explicação com o Pseudo R2 de Nagelkerke. As prevalências de sobrepeso e obesidade aumentaram e de baixo peso diminuíram. Renda e idade apresentaram mais influência no IMC. Sugere-se medidas de prevenção e monitoramento de saúde e nutrição por meio de políticas públicas, considerando a multifatorialidade do excesso de peso.
